sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Sniper Elite V2: Excelente - e injustiçado - game.


No dia 3 de Maio de 2012 a desenvolvedora Rebellion Games lançou - timidamente - o segundo título da impopular franquia Sniper Elite (criada em 2005 para PlayStation 2, Xbox, Wii e PC). A Rebellion já deixava sinais de que produzia um excelente game através dos trailers veiculados na internet, mostrando a balística realista (simulando a taxa de penetração de cada arma de forma fiel, a ação do vento e da gravidade - que atrapalha e muito o atirador de primeira viagem -, reprodução fantástica da chamada Double Kill, mostrando a bala perder a velocidade e apresentar movimentação oscilatória até atingir o segundo inimigo) , a Alemanha destruída pela guerra recriada de forma fidedigna e a inédita X-Ray Cam, que mostra a trajetória da bala após penetrar no corpo do inimigo, mostrando desde a uma "simples" perfuração do pulmão até uma "explosão", literalmente falando, de testículos inimigos. Uma novidade até então jamais abordada por outro game, e que foi muito bem recebida pelos jogadores na primeira demonstração open-to-all.


Não apenas apostando na física convincente, desenvolveram um modo de combate que faz lembrar muito jogos como Metal Gear Solid ou até mesmo a série Splinter Cell, trazendo todo o estilo de infiltração silenciosa em campo inimigo, oferecendo a possibilidade da Stealth Kill, conhecida tradicionalmente como matar o inimigo silenciosamente fazendo uso de uma faca, ou de uma pistola com silenciador. Todos os elementos básicos de um game onde manter-se despercebido é vital. Porém, não limita o jogador a agir sempre dessa maneira, permitindo-o fazer o uso de elementos nada silenciosos como um Rifle Sniper ou até mesmo a lendária Thompson M1A1, uma submetralhadora americana que foi não só ícone da Segunda Guerra, mas também da Máfia americana compreendida do seu início ao fim (durante Lei Seca, no período compreendido de 1920-1933, e também pós-Lei Seca, durante a Segunda Guerra Mundial com o comércio ilegal de tíquetes de compra de combustível, racionados durante o período devido a alta demanda provocada pela guerra em si). Assim, o jogo oferece ao jogador uma maior flexibilidade, permitindo-o jogar da maneira que preferir, agindo silenciosamente ou no conhecido estilo Rambo.


A maior graça, porém, reside no uso das Snipers, que inclusive batizam o jogo. A Rebellion caprichou no desenvolvimento da física do jogo, trazendo a interação do vento, da gravidade, de impactos contra ossos e órgãos e até mesmo os batimentos cardíacos do personagem, que aumentam ou diminuem de acordo com o nível de tensão da batalha (os batimentos são inferiores a 70 por minuto enquanto o jogador continua "invisível" para os inimigos). Batimentos superiores a 70 tendem a afetar a precisão do jogador. Provavelmente esse conjunto de inovações foram o carro-chefe do game, que é o predileto de muitos aficionados por Snipers e Segunda Guerra Mundial como um todo.


Infelizmente, a Rebellion não é uma desenvolvedora "rica", o que implica em uma enorme dificuldade de fazer a divulgação do jogo, o que sem dúvidas evitou que o jogo fizesse alarde no gênero. Essa mesma "dificuldade de marketing" tornou o primeiro jogo da série (Sniper Elite) um mero desconhecido entre tantos outros lançamentos para os consoles no ano de 2005. Felizmente, no ano em que a Rebellion lançou o Sniper Elite V2 já havia a loja virtual Steam, que sem dúvidas foi uma alavanca para difundir o jogo no mundo inteiro, criando legiões de fãs aficionados inclusive no Brasil. Mesmo assim, esses grupos de aficionados ainda não são suficientes para fazê-lo competir no patamar dos games de alta qualidade (e Sniper Elite V2 é - sem dúvidas - de altíssima qualidade), pois para subir nesse palanque é necessário muito dinheiro e repercussão mundial.
Por mais que não seja um jogo popular, é um game que não deve faltar na prateleira de nenhum gamer, principalmente devido a simulação de sniper fidedigna e de todo o charme que a Segunda Guerra Mundial proporciona. Recentemente esteve em promoção na Steam por apenas R$ 12,49, abrindo as portas para novos fãs (como eu). Para a alegria de muitos, o jogo em seu preço fixo não é muito caro, custando apenas R$ 49,99 já contando com várias DLCs gratuitas (mapas multiplayer). Mesmo sendo um jogo relativamente curto (11 missões apenas), é de compra recomendadíssima. Os jogadores vão querer "zerar" o jogo várias vezes para obter todas as conquistas e subir no ranking mundial de pontos (você ganha pontos ao matar inimigos, e eles aumentam consideravelmente quando o tiro acerta um ponto vital). Recomendo a compra, por mais que já seja considerado um "jogo antigo", afinal, já irá fazer 2 anos ano que vem, e em termos de games esse período já é muito tempo.
Para quem tem preocupações com o desempenho, ele rodou no Médio a 20.29 FPS (completamente jogável, por ser um jogo onde você apenas anda e atira pelo cenário, sem necessidade de carregamento contínuo de texturas e afins) no meu notebook com as seguintes configurações:
4 GB RAM
Intel i5 3210M 2,5 GHz
500 GB HD
Intel HD Graphics 4000 (32 MB dedicados 1,3 GB compartilhados).

O Sniper Elite 3 já foi inclusive anunciado, e está previsto para o ano de 2014. Trará uma série de operações no continente africano, e se passará na Segunda Guerra Mundial. Promete gráficos de última geração, e já será um dos primeiros títulos do PlayStation 4 e do Xbox One. Já estão investindo em marketing através de vídeos e de mega-descontos nos lançamentos anteriores para promover a série e torná-la conhecida mundialmente.








quarta-feira, 2 de outubro de 2013

PES 2014: Review (PC)

Foi lançado no dia 24 de Setembro o tão esperado game Pro Evolution Soccer 2014, cercado de expectativa devido a "revolucionária" Fox Engine, usada na conhecida série Metal Gear Solid, que permitiria movimentos fidedignos, faces mais realistas e permitiria que a série avançasse ainda mais no campo da simulação. A Konami disponibilizou várias demos para a versão console, e a repercussão foi muito negativa, pois a maioria dos fãs não gostaram da velocidade do jogo (muito lenta) e nem da dificuldade na realização de comandos antes tão básicos na série, como lançar a bola e chutar a gol. Tais reclamações que, inclusive, continuam mesmo após o lançamento. O resultado final certamente não era o que os fãs esperavam, e frustrou a japonesa Konami, que se imaginava lançando o Santo Graal do futebol virtual. Porém, o game ainda apresenta novidades muito interessantes que ainda a colocam como favorita no páreo de melhor simulador de futebol.


A Fox Engine foi muito bem adaptada para o futebol virtual, e permitiu uma física muito mais convincente do que a vista em Pro Evolution Soccer 2013. Agora altura, peso e força são aspectos importantíssimos nas colisões, dando vantagem para os jogadores mais troncudos, que certamente desarmarão os atacantes (caso sejam zagueiros) ou serão dificilmente desarmados (caso sejam atacantes). Foi um aspecto muito bem recebido, já que FIFA já apresentava uma física mais realista nesse aspecto desde edições anteriores. Porém, houve um certo exagero nessa física de jogo, o que torna praticamente impossível um jogador como o Neymar driblar um zagueiro troncudo e violento raçudo como Pepe (zagueiro do Real Madrid). Por outro lado, acaba com os "atacantes invencíveis" das versões anteriores, que dificilmente eram desarmados. Mesmo jogadores com alto overall terão dificuldade em passar pela zaga de qualquer time que seja. 


Além disso, a nova engine de Pro Evolution Soccer 2014 permite um futebol muito mais próximo do real, permitindo jogadas e movimentos muito semelhantes ao dos craques da vida real. Não se assuste quando disparar com Cristiano Ronaldo e perceber que a seu jeito de correr (muito estranho por sinal) é idêntico ao real. Trata-se do Player ID, que já esteve presente no Pro Evolution Soccer 2013 e que busca reproduzir movimentação, características e comemorações idênticas à realidade. Já são mais de 100 jogadores reproduzidos fielmente no game.










O sistema de passes e a jogabilidade em geral foram remodelados por completo, o que a princípio causou estranhamento geral: novo modo de bater escanteio e falta, passar e lançar a bola, cobrar tiro de meta, etc. Tudo, claro, focado principalmente em aumentar o realismo e a interatividade do jogo. Infelizmente, foi algo não muito bem aceito pelos fãs, que repudiaram as mudanças. Por sorte, através das opções do jogo é possível retroceder aos sistemas antigos.
A Konami desenvolveu um sistema inédito nos simuladores de futebol, chamado Heart. Agora, as ações do jogador em campo influenciarão diretamente em seu desempenho no jogo. Ou seja, se o jogador faz um gol, ele fica feliz, e ganha mais precisão nos chutes e dribles. Caso ele erre passes, chutes ou tome um gol (supondo que seja um goleiro), ficará com um desempenho ruim na partida, com péssima precisão e errando muitos passes. Se por um lado é muito interessante, pode acabar atrapalhando bastante nas partidas, principalmente contra a máquina, pois o jogador perde o desempenho à medida que comete erros.












A tradicional Master Liga foi totalmente reformulada, oferecendo aos jogadores um verdadeiro Manager de futebol. O sistema de contratações agora costuma dificultar a transferência de jogadores de grandes clubes para clubes de pequena reputação, por mais que haja o dinheiro necessário para a compra. Agora o jogador poderá mudar de clube a cada ano, podendo também optar por uma renovação de contrato. Toda essa reformulação serviu para mostrar que a Konami realmente está de fato buscando deixar de lado o futebol arcade e finalmente quer criar um simulador de futebol.



Os gráficos do jogo foram alvo de muitas reclamações, pois houveram muitos problemas com serrilhados no estádio e principalmente na face dos jogadores (vista de longe, no formato widescreen). Coisas que dificilmente ocorriam na edição anterior. Porém, em muitos aspectos os gráficos melhoraram e muito: é possível perceber, notavelmente, que a roupa do jogador se mexe enquanto o jogador se movimenta, algo que era bem mais discreto nas edições anteriores. Além disso, os uniformes voltaram a apresentar sujeira, algo que pouco ocorria em edições passadas e que foi mais visto nas versões do game para PlayStation 2.
Houveram também certos problemas com licenciamentos, devido a ganância da EA Sports (produtora de FIFA Soccer, franquia concorrente) que assinou contratos de exclusividade com várias ligas e empresas, impedindo que os estádios espanhóis marcassem presença no jogo. Como foi um contrato assinado bem próximo à data de lançamento, a Konami não teve tempo de fazer os famosos estádios fictícios para substituí-los. Além disso, várias ligas também não marcaram presença devido aos mesmos contratos de exclusividade (caso da Bundesliga, por exemplo). Porém, a Konami já "deu o troco" na EA Sports, conseguindo reforçar os seus contratos de exclusividade com a Liga dos Campeões da UEFA, a Copa Bridgestone Libertadores e o Campeonato Brasileiro (que não marcará presença na edição de 2015 do game FIFA).









Para completar a lista de problemas do game, a transição de engine feita "em cima da hora" não permitiu que fosse desenvolvida as condições climáticas de chuva e neve. Além disso, os donos de placas gráficas integradas como a Intel HD Graphics continuarão sofrendo para jogar o PES, pois o settings.exe do game apenas reconhece a memória dedicada, e não a compartilhada, impossibilitando optar pelos gráficos "Médio" e "Alto". Felizmente, já existe um software chamado File Loader, do mesmo criador do Kitserver (Jenkey1002), que permitirá "forçar" gráficos melhores. 
Fora os problemas, Pro Evolution Soccer 2014 continua sendo um excelente jogo de futebol, e sem dúvidas uma concorrência e tanto para a série FIFA. Inovou bastante em vários aspectos, e tais inovações foram com certeza suficientes para encobrir as "mancadas" da desenvolvedora. Recomendo a compra, pois são várias horas de diversão garantidas.
Para que esses "empecilhos diversos" não mais se repitam em edições futuras, a Konami já está trabalhando no desenvolvimento de Pro Evolution Soccer 2015, e afirma de antemão que trará a Série B do campeonato brasileiro e que vários problemas de jogabilidade e física (e de condições climáticas) serão resolvidos, para oferecer aos jogadores finalmente toda o potencial da Fox Engine.

Veredicto Final: 8,7/10
A Konami fechou com chave de ouro a série na geração atual de consoles (ano que vem já estaremos na próxima geração, com a chegada do PlayStation 4 e do Xbox One), trazendo a poderosa Fox Engine, com todo o seu potencial gráfico e físico; mudando o Menu Principal do game, deixando-o mais limpo e mais compreensível; renovando completamente a Master Liga, um dos modos favoritos de muitos jogadores; inovando com o sistema Heart, que insere no game o fator emocional; buscando licenças de várias ligas, como as inéditas argentina e chilena. 
Porém, a inovação brusca assustou certos jogadores, principalmente pela mudança de foco do Pro Evolution Soccer, que finalmente deixa de ser um jogo arcade. O Modo Online também decepcionou pela falta de mudanças, o que ajudou e muito para um decréscimo na nota. Apesar de todos os defeitos, continua sendo um adversário de peso nessa corrida pelo páreo de melhor simulador de futebol do ano. 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

GTA V: Segundas Impressões

Confesso-me grande fã da série Grand Theft Auto desde os primórdios, e esperava ansiosamente - como qualquer fã que se preze - pelo lançamento do GTA V. Eu tinha certeza quase absoluta de que o jogo seria o melhor do ano, e de que os gráficos seriam fantásticos. Eu estava errado. Nas "Primeiras Impressões" que aqui neste blog deixei registradas eu ainda estava cego pelo fanatismo. Apenas hoje, "vários dias" após o lançamento oficial, o lado crítico foi ativado. E comecei a enxergar os erros diversos que o jogo apresentava.
Havia jogado pela primeira vez na casa de um amigo e com apenas uma hora para isso. Portanto, não quis fazer todas as missões e usei o save game dele, que já estava na terceira missão. Resolvi não fazê-la e dei um grande passeio pela cidade e pela área rural, de onde tirei as "Primeiras Impressões". Hoje, joguei com muito mais calma em uma "game house", e fiz desde a primeira missão. Logo na animação desta primeira parte, em um assalto a banco, é possível perceber texturas com nitidez péssima, tanto nas roupas dos personagens quanto no cenário em geral. Na neve, a situação é ainda mais desastrosa: além de os flocos de neve mais parecerem as cinzas do Call of Duty MW3 com tudo no low, o cenário coberto pela nevasca assusta pela falta de realismo, com texturas muito ruins e estradas de terra ridículas. Nos vídeos que se seguiram, serrilhados por toda a parte nos cenários e até nos óculos dos personagens. Decepcionante. Na segunda missão, meu eu crítico vê pela primeira vez a cidade de Los Santos. Grande, viva, "bonita", serrilhados, erros de sombra, texturas fracas. Resumindo, falta de anti-aliasing total... 
É sabível que a Rockstar "tirou leite de pedra" para desenvolver um jogo desse nível para os consoles da atual geração. O jogo usa praticamente todos os recursos do console, e ainda assim apresenta um desempenho modesto: 28 FPS. Não podemos negar que é complicado um jogo de mundo aberto apresentar bons gráficos, boa jogabilidade, mapa enorme e taxa de FPS considerável ao mesmo tempo. A desenvolvedora sempre tem que buscar um meio-termo. E foi o que conseguiram com o GTA V: um meio-termo. A gameplay é excelente, sempre foi. Os gráficos só pecaram por causa das texturas horríveis e dos serrilhados, e o mapa está de parabéns. Porém, foi um certo descaso por parte da Rockstar lançar um jogo com diversos problemas de instalação e de desempenho. Tiveram 5 anos para optimizar ao máximo o jogo para rodar de maneira formidável, e para isso tiveram que diminuir a "beleza natural" que víamos no seu site oficial para que a taxa de FPS não fosse tão baixa. Decepcionou milhares de fãs. Frustrou os membros da classe média como eu que investiram R$ 200,00 de sua conta para comprar o game que tanto esperavam. Porém, pelo simples fato de que Grand Theft Auto apresenta história cativante, horas de diversão e tradição, não são serrilhados e 28 FPS cravados que irão impedir que o game leve o título de jogo do ano e perca o amor dos fãs. 
Gráficos nunca foram problemas para os adeptos, e percebe-se isso claramente desde o GTA IV, que apresentava gráficos aquém do esperado e da concorrência. E, apesar dos "gráficos antiquados", levou a melhor sobre toda a concorrência do ano e continuou firme e forte mesmo após o lançamento de Saints Row: The Third e Mafia 2, considerados pela mídia inicialmente como "fortes concorrentes". 


A parte gráfica do GTA V me decepcionou totalmente, confesso. Porém, confesso que jogar GTA continua fantástico como sempre foi desde Grand Theft Auto 1 & 2, do PlayStation 1: um mundo onde podemos viver fantasias como reis do crime armados até os dentes e fazer as maiores insanidades imagináveis. E nenhum jogo é melhor nisso do que a franquia da Rockstar.
E a Rockstar ainda nos deixa na expectativa com o "Second Life do crime", o GTA Online, que promete muito. Um mundo lotado de psicopatas prontos para o caos, gerando conflitos e muitos litros de sangue na metrópole de Los Santos. A futura cidade virtual mais violenta do mundo.
A expectativa fica agora para o lançamento das versões para pc, PlayStation 4 e Xbox One, que finalmente oferecerão gráficos deslumbrantes como o do cenário acima. Para os jogadores do pc, já aviso de antemão que deixem muito espaço livre no HD para instalarem o jogo, pois vazou uma versão pirata do game cujo tamanho é de 37.65 GB (pode ser fake). Gigante, não? Talvez essa diferença de tamanho seja porque as texturas dos consoles da terceira geração são de qualidade inferior, e não há grama nem muito menos metade dos efeitos gráficos que a futura geração.

domingo, 22 de setembro de 2013

Euro Truck Simulator 2: Going East! DLC - Review

No dia 20 de Setembro a desenvolvedora checa SCS Software lançou a primeira DLC para o badalado simulador de direção de caminhões Euro Truck Simulator 2, que adiciona 13 novas cidades ao jogo, em 3 países: Polônia, República Tcheca, Eslováquia e Hungria. Segundo a desenvolvedora, serão mais de 20 horas de jogo para poder explorar todas as estradas do pacote.
Abaixo, a foto do "Mapa Mundial" do Euro Truck Simulator 2, mostrando as novas cidades que são adicionadas pela DLC em cinza, à direita. São elas: Gdansk, Olsztyn, Bialystok, Warsawa, Lodz, Lublin, Katowice, Ostrava, Banska-Bystrica, Kosice, Budapeste e Debrecen. São várias as novas rodovias para explorar, desde pistas com três faixas até pistas simples, cercadas de curvas sinuosas e monumentos diversos.



Um dos aspectos que devem ser ressaltados é o fato de que houve uma atenção maior por parte da SCS Software em relação a ambientação do jogo, que está cada vez melhor: as cidades e as paisagens realmente assemelham-se a realidade, e são vários os monumentos que podemos encontrar ao longo do mapa. 
A DLC foi anunciada pela SCS no dia 28 de Maio deste ano, quando postaram algumas imagens do desenvolvimento do cenário e já adiantando que seria um longo processo até a data do lançamento, pois o mapa seria muito grande e receberia atenção redobrada para ter uma ambientação perfeita e paisagens mais realistas. Dito e feito. A DLC foi lançada após quatro meses de muita especulação por parte dos fãs, e de exaustivas jornadas de trabalho por parte da desenvolvedora.
No dia do lançamento eu já tinha a DLC em mãos, mas apenas hoje pude jogá-la por tempo o suficiente para formar alguma opinião. Minha primeira viagem com a nova DLC foi de Zurique, na Suíça para Debrecen, na Hungria. Seriam mais de 16 horas (do jogo) de viagem. Após passar pela cidade de Viena, finalmente entrei no território da nova DLC, algo que eu estava esperando desde que tirei meu caminhão da garagem na Suíça. A primeira vista, parecia tudo muito igual ao mapa do jogo original, com cenários e vegetação repetitivos, além de prefabs idênticos aos já conhecidos, o que foi um pouco frustrante. Faltando uns 180 quilômetros para chegar em Debrecen, a "identidade Húngara" começou a surgir, através de novas placas, texturas e objetos de cenário, que completam a imersão na terra desconhecida. Fantástico. 
A primeira viagem foi apenas o início dessa expedição pela DLC. Eu ainda não fazia ideia do que me esperava pela frente, na segunda viagem. Partindo da cidade húngara de Debrecen com destino a cidade polonesa de Katowice, me deparei com estradas fantásticas, muito bem ambientadas e repletas de monumentos incríveis e muito bem detalhados. Além disso, presenciei vida animal em um cruzamento algumas centenas de quilômetros antes do meu destino final. Tudo dentro do esperado.





É visível o esforço por parte da SCS Software em continuar melhorando o game cada vez mais e agradar a todos os fãs. Infelizmente, a DLC Going East! não foi bem recebida no Brasil devido ao alto custo (R$ 59,90 na versão box, distribuída pela Tech Dealer e R$ 24,99 na versão Steam). Mesmo com toda a revolta, centenas de fãs já compraram a DLC (mesmo não concordando com o preço) e já se aventuram nas novas estradas. Já em Portugal, o problema não foi exatamente o preço, mas sim pelo fato de que o Euro Truck Simulator 2 ainda não lançou uma DLC incluindo Portugal e Espanha, e já estão esperando por isso desde o ano passado.
Com exatos 11 meses de lançamento do Euro Truck Simulator 2, esse é o primeiro DLC a ser lançado. Como a própria empresa afirmou ainda em 2012, o jogo terá uma vida longa, e a expectativa é que até mesmo durante o próximo ano continuem sendo lançadas novas DLCs e novas atualizações, trazendo melhorias ao jogo e aumentando o seu realismo.
Para uma primeira experiência da SCS Software no terreno das DLCs, realmente foi um trabalho fantástico. Conseguiram manter a promessa de continuar melhorando o jogo, e, de quebra, continuam lucrando, pois os fãs da série só aumentam e o preço do jogo vai tornando-se cada vez mais acessível. Um dos principais fatores para esse sucesso é o fato de que são muitas horas de jogo para "zerar" o jogo, ou seja, atingir o nível máximo. Para fundo de comparação, tenho 137 horas de jogo e estou no nível 50, o que não corresponde nem a metade do que falta para atingir o nível máximo. O que dissuade muita gente de comprar um jogo é a campanha, que as vezes pode ser muito curta. No Euro Truck Simulator 2, esse não é o problema. Além disso, é um jogo muito difícil de enjoar devido ao mapa extenso e as milhares de modificações que podem ser baixadas da internet.
De 10 pontos, dou 9,2 para a DLC. Porque não a nota máxima? Mesmo com todas as novidades no cenário e tudo o mais, certas partes ainda são muito semelhantes ao que se vê nos outros países, e fica difícil diferir um país do outro. Certos usuários poloneses comentaram, inclusive, que algumas partes do mapa não se parecem com os 4 países em questão nem de longe. Mesmo com esses contras, os outros aspectos positivos pesaram muito mais e ajudaram  a expansão a manter uma nota na média.
Para quem ainda está na dúvida, recomendo efetuar a compra. Além de oferecer novas estradas para conhecer, são 20 horas de diversão garantidas, além de cenários belíssimos para as tradicionais "screenshots".






quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Pro Evolution Soccer 2014: Primeiras Impressões



A Konami finalmente se mostrou cansada de ocupar o frustrante segundo lugar na corrida pelo prêmio de melhor simulador de futebol do ano. Desde que chegaram ao mercado os consoles PlayStation 3 e Xbox 360, a famosa série de futebol foi perdendo espaço para a franquia FIFA Soccer, que na geração anterior era inclusive motivo de chacota. Enquanto o PES apenas apresentava gráficos consideráveis mas uma jogabilidade ainda idêntica a do PlayStation 2, sem movimentações realistas e nenhum apelo ao jogo tático. Foi inclusive esse fator que impulsionou o FIFA: o futebol tático. Enquanto o PES ainda prezava pelo "futebol-pelada" de realismo zero, a Electronic Arts transformava a sua franquia em uma verdadeira simulação de futebol: os jogadores não tinham a bola "colada" ao pé, era importante saber distribuir a bola pelo campo e a jogada individual era quase que um crime. Foi a receita para o sucesso rápido.
A cada ano que se passava, a Konami viu sua franquia cair no ócio cada vez mais, sendo apreciada apenas pelos mais nostálgicos gamers, que ainda tinham preferência pelo "estilo nipônico de jogar futebol". Os gráficos sempre foram equiparáveis e até mesmo melhores do que os do FIFA, mas a jogabilidade sempre era um peso negativo que levava os japoneses para o fundo, cada vez mais.
Em 2013, finalmente resolveram acordar e aproveitar a brecha dada pela série FIFA, que com todo o conforto da liderança resolveu reduzir as inovações a cada ano, apenas dando uma mudada no menu, uma "ajeitada" em algo que os jogadores não gostaram na jogabilidade e melhorias nos modos online. A engine do PES 2014 não será a mesma do que a do agora rudimentar PES 2013. Usarão a Fox Engine, a mesma usada nos últimos lançamentos da série Metal Gear Solid. Trará gráficos ainda mais belos, movimentos ainda mais realistas e uma jogabilidade jamais vista no futebol virtual. Além disso, entregará nas mãos dos jogadores a possibilidade de decidir melhor sobre os passes e sobre as jogadas, deixando o desenrolar do jogo praticamente por conta do jogador. Nada da engine "decidir" para onde a bola chegará ou onde o chutão para frente com o "bolinha" chegará. Assim, jogadores com mais visão de jogo levarão vantagem em relação aos hardcores-sortudos-que-driblam-todo-mundo. É o futebol virtual ficando cada vez mais próximo ao futebol real.
Outro fator que levava o FIFA a superioridade era o fato de que o número de ligas era bem superior as presentes no Pro Evolution Soccer. A Konami vem tentando ao máximo contornar esses problemas, trazendo a Liga Argentina e Chilena, além de algumas outras. A tendência é de que a cada ano a Konami traga mais ligas da América do Sul, onde há um enorme mercado consumidor. E - fazendo isso - é enorme a chance de que acabem levando vantagem.
Acho que por enquanto o FIFA ainda levará a melhor, mas são grandes as chances do PES 2015 ser o melhor simulador de futebol. A Fox Engine estará muito mais madura e oferecerá uma gameplay igual ou superior a do FIFA.


terça-feira, 17 de setembro de 2013

GTA V - Primeiras Impressões

GTA V foi - sem dúvida alguma - o jogo mais esperado do ano pelos gamers. Não só pelo fato da franquia sempre apresentar títulos excelentes, com um roteiro enorme e muito emocionante, mas pela grande expectativa que a empresa estava gerando nos fãs, através de curtos vídeos mostrando um pouco do cenário do jogo, dos veículos e do gameplay. E - após longa espera - chega ao mundo o GTA V, correspondendo as expectativas de todos os fãs.

Personagens de GTA V chegarão com características distintas. (Foto: Divulgação)

O game inova o gênero ao trazer três personagens jogáveis: Trevor, Franklin e Michael (da esquerda para a direita na foto), cada qual com suas próprias características, como voz, movimentação, personalidade e habilidades. Essa inovação surge para tentar satisfazer aos jogadores que - influenciados pelo estilo do Saints Row The Third e IV - queriam a possibilidade da criação do personagem. Certamente, o fato de haver só um personagem pode ser bastante cansativo, mas a Rockstar resolveu então criar 3 personagens diferentes e permitir aos jogadores alternarem entre eles durante o jogo, principalmente nas missões. Além de evitar que o jogador enjoe de só um personagem, oferece a possibilidade de desenvolvimento de táticas em determinadas missões, colocando-os em posições estratégicas para encurralar os inimigos. Com essa fantástica ideia, criam um novo padrão no gênero sandbox, que deve ser seguido por todos os jogos que o imitam copiosamente.
A versão que tive a oportunidade de testar foi a do Xbox 360. Desde o início, fui analisando todos os aspectos bons (e alguns ruins) do game. Logo na hora que iniciei o jogo pude perceber uma enorme demora no carregamento, que chega a ser de alguns 3 minutos (ou mais). Logo depois, você é o Franklin e está dentro de sua casa, já sendo chamado para entrar na primeira missão. Certamente não vou descrevê-la pois irá acabar com a graça de todos os jogadores.
Andei um pouco pela casa e pude perceber que a Rockstar redobrou a atenção com os interiores: as texturas estão melhores e os móveis apresentam um maior número de detalhes. Depois, resolvi sair e explorar Los Santos. Parecia um filme, literalmente: ruas, calçadas, pessoas, casas e prédios, todos excepcionais em termos de realismo. Além disso, a cidade está mais viva do que nunca (ponto para  a Rockstar), com pessoas conversando sobre os mais variados assuntos, ou até mesmo interagindo com o personagem controlável. Explêndido.
O centro da cidade estava muito mais bonito do que a Liberty City de Grand Theft Auto IV. Existem várias lojas, fast foods, postos de gasolina e anúncios. Tudo o que se podia esperar de uma grande metrópole americana que é habitada por grandes estrelas do cinema e empresários riquíssimos de férias. Um excelente trabalho da Rockstar. 
A parte praiana é fantástica: é possível ver os banhistas tomando sol, bebendo um suco, jogando frisbee e (claro) nadando. Também andam de jet ski (os riquinhos principalmente, que ficam perto de suas máquinas aquáticas e se achando o máximo). E - maldosamente - pego o bólido aquático deles e saio para dar uma voltinha pelo extenso litoral de Los Santos (e bota extenso nisso!).
Toda a faixa litorânea do mapa é impressionante: paisagens belíssimas, muitas pedras para o personagem jogável se estrebuchar todo e praias isoladas paradisíacas. Finalmente, a Rockstar finalmente desenvolveu um mundo.

Imagem de suposto mapa da cidade de 'GTA V' vaza na internet (Foto: Reprodução/Reddit/GeENiE)

Para ilustrar o que eu vinha dizendo acima, esse é o mapa do GTA V. Não tenho muita ideia da extensão, mas estimo que o mapa tenha de 70 a 100 quilômetros quadrados, e a cidade em si tenha cerca de 20 ou 30. Pela foto, não parece que a cidade é lá tão grande, mas sim, ela é fantástica. Cada quarteirão daquele é gigante, com mais de 10 prédios e estabelecimentos. E, sim, ainda tem um pouco daquela Los Santos que vocês conhecem do GTA San Andreas: ainda tem a praia de Santa Maria, com aquele parque de diversões fantástico (que agora está mais vivo do que nunca), o bairro chique de Mulholland e o letreiro de Vinewood, que agora está mais detalhado do que nunca. É uma versão aprimorada do que já era perfeito.
A zona rural é a parte mais extensas, com centenas de rodovias lotadas de motoristas sedentos por velocidade (como no GTA San Andreas) e estradas de chão que cruzam serras e montanhas, lhe chamando para uma aventura mortal e completamente insana. Certamente, era o que os fãs mais gostavam de fazer no GTA San Andreas, e o que até hoje nos faz de quando em vez tirar o PlayStation 2 do fundo do baú para nos distrair com Carl Johnson e suas peripécias de pura insanidade. Só que agora a insanidade é em um mapa enorme, o que vai destruir a sua vida social. Pelo menos sua vida social na vida real, pois no GTA V você poderá não só fazer todas as insanidades possíveis e imagináveis, mas também praticará esportes como tênis e basquete, além da épica "havoc" na cidade, fazendo os policiais ficarem loucos atrás de você. E - dessa vez - fugir da polícia não será mais tão fácil: a polícia lhe perseguirá por toda a cidade, fazendo bloqueios impossíveis de furar e tentando te matar de qualquer maneira.
E, claro, não podemos esquecer de ressaltar que o jogo vem de fábrica com menu e legendas em português. Logo os fãs acabarão fazendo uma dublagem também, mas isso pode demorar. E a legenda é totalmente sem censura. Ao contrário dos filmes americanos com legenda, "Fuck you, bastard!" não será "Idiota, desgraçado!". Prepare-se para diálogos lotados de "Filho da p***, Cace***, e Fo**-se". Típico do dialeto das gangues das metrópoles americanas. Além disso, quando você morre, ao invés de "Detonado" como nas traduções feitas para o GTA San Andreas, você é surpreendido com um "se fodeu" na tela. Desculpe o termo, mas não pude deixar de ressaltar. 

Acima, um vídeo caseiro que fiz do meu primeiro contato com o jogo, já editado com meus comentários sobre o jogo e primeiras impressões. Ressaltei tudo o que tinha me agradado e também tudo o que me desagradou.
De 10 pontos, garanto que GTA V merece 9,5. Jogabilidade consistente, grande história, menu simples, missões mais legais, grande variedade de carros, cenário enorme, gráficos de tirar o fôlego (exploram o máximo do console), totalmente em português, prende o jogador completamente. Sem dúvidas, é o tipo do jogo que não pode faltar na estante de um gamer de verdade.