GTA V foi - sem dúvida alguma - o jogo mais esperado do ano pelos gamers. Não só pelo fato da franquia sempre apresentar títulos excelentes, com um roteiro enorme e muito emocionante, mas pela grande expectativa que a empresa estava gerando nos fãs, através de curtos vídeos mostrando um pouco do cenário do jogo, dos veículos e do gameplay. E - após longa espera - chega ao mundo o GTA V, correspondendo as expectativas de todos os fãs.
O game inova o gênero ao trazer três personagens jogáveis: Trevor, Franklin e Michael (da esquerda para a direita na foto), cada qual com suas próprias características, como voz, movimentação, personalidade e habilidades. Essa inovação surge para tentar satisfazer aos jogadores que - influenciados pelo estilo do Saints Row The Third e IV - queriam a possibilidade da criação do personagem. Certamente, o fato de haver só um personagem pode ser bastante cansativo, mas a Rockstar resolveu então criar 3 personagens diferentes e permitir aos jogadores alternarem entre eles durante o jogo, principalmente nas missões. Além de evitar que o jogador enjoe de só um personagem, oferece a possibilidade de desenvolvimento de táticas em determinadas missões, colocando-os em posições estratégicas para encurralar os inimigos. Com essa fantástica ideia, criam um novo padrão no gênero sandbox, que deve ser seguido por todos os jogos que o imitam copiosamente.
A versão que tive a oportunidade de testar foi a do Xbox 360. Desde o início, fui analisando todos os aspectos bons (e alguns ruins) do game. Logo na hora que iniciei o jogo pude perceber uma enorme demora no carregamento, que chega a ser de alguns 3 minutos (ou mais). Logo depois, você é o Franklin e está dentro de sua casa, já sendo chamado para entrar na primeira missão. Certamente não vou descrevê-la pois irá acabar com a graça de todos os jogadores.
Andei um pouco pela casa e pude perceber que a Rockstar redobrou a atenção com os interiores: as texturas estão melhores e os móveis apresentam um maior número de detalhes. Depois, resolvi sair e explorar Los Santos. Parecia um filme, literalmente: ruas, calçadas, pessoas, casas e prédios, todos excepcionais em termos de realismo. Além disso, a cidade está mais viva do que nunca (ponto para a Rockstar), com pessoas conversando sobre os mais variados assuntos, ou até mesmo interagindo com o personagem controlável. Explêndido.
O centro da cidade estava muito mais bonito do que a Liberty City de Grand Theft Auto IV. Existem várias lojas, fast foods, postos de gasolina e anúncios. Tudo o que se podia esperar de uma grande metrópole americana que é habitada por grandes estrelas do cinema e empresários riquíssimos de férias. Um excelente trabalho da Rockstar.
A parte praiana é fantástica: é possível ver os banhistas tomando sol, bebendo um suco, jogando frisbee e (claro) nadando. Também andam de jet ski (os riquinhos principalmente, que ficam perto de suas máquinas aquáticas e se achando o máximo). E - maldosamente - pego o bólido aquático deles e saio para dar uma voltinha pelo extenso litoral de Los Santos (e bota extenso nisso!).
Toda a faixa litorânea do mapa é impressionante: paisagens belíssimas, muitas pedras para o personagem jogável se estrebuchar todo e praias isoladas paradisíacas. Finalmente, a Rockstar finalmente desenvolveu um mundo.
Para ilustrar o que eu vinha dizendo acima, esse é o mapa do GTA V. Não tenho muita ideia da extensão, mas estimo que o mapa tenha de 70 a 100 quilômetros quadrados, e a cidade em si tenha cerca de 20 ou 30. Pela foto, não parece que a cidade é lá tão grande, mas sim, ela é fantástica. Cada quarteirão daquele é gigante, com mais de 10 prédios e estabelecimentos. E, sim, ainda tem um pouco daquela Los Santos que vocês conhecem do GTA San Andreas: ainda tem a praia de Santa Maria, com aquele parque de diversões fantástico (que agora está mais vivo do que nunca), o bairro chique de Mulholland e o letreiro de Vinewood, que agora está mais detalhado do que nunca. É uma versão aprimorada do que já era perfeito.
A zona rural é a parte mais extensas, com centenas de rodovias lotadas de motoristas sedentos por velocidade (como no GTA San Andreas) e estradas de chão que cruzam serras e montanhas, lhe chamando para uma aventura mortal e completamente insana. Certamente, era o que os fãs mais gostavam de fazer no GTA San Andreas, e o que até hoje nos faz de quando em vez tirar o PlayStation 2 do fundo do baú para nos distrair com Carl Johnson e suas peripécias de pura insanidade. Só que agora a insanidade é em um mapa enorme, o que vai destruir a sua vida social. Pelo menos sua vida social na vida real, pois no GTA V você poderá não só fazer todas as insanidades possíveis e imagináveis, mas também praticará esportes como tênis e basquete, além da épica "havoc" na cidade, fazendo os policiais ficarem loucos atrás de você. E - dessa vez - fugir da polícia não será mais tão fácil: a polícia lhe perseguirá por toda a cidade, fazendo bloqueios impossíveis de furar e tentando te matar de qualquer maneira.
E, claro, não podemos esquecer de ressaltar que o jogo vem de fábrica com menu e legendas em português. Logo os fãs acabarão fazendo uma dublagem também, mas isso pode demorar. E a legenda é totalmente sem censura. Ao contrário dos filmes americanos com legenda, "Fuck you, bastard!" não será "Idiota, desgraçado!". Prepare-se para diálogos lotados de "Filho da p***, Cace***, e Fo**-se". Típico do dialeto das gangues das metrópoles americanas. Além disso, quando você morre, ao invés de "Detonado" como nas traduções feitas para o GTA San Andreas, você é surpreendido com um "se fodeu" na tela. Desculpe o termo, mas não pude deixar de ressaltar.
Acima, um vídeo caseiro que fiz do meu primeiro contato com o jogo, já editado com meus comentários sobre o jogo e primeiras impressões. Ressaltei tudo o que tinha me agradado e também tudo o que me desagradou.
De 10 pontos, garanto que GTA V merece 9,5. Jogabilidade consistente, grande história, menu simples, missões mais legais, grande variedade de carros, cenário enorme, gráficos de tirar o fôlego (exploram o máximo do console), totalmente em português, prende o jogador completamente. Sem dúvidas, é o tipo do jogo que não pode faltar na estante de um gamer de verdade.
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